Na última quinta-feira (30 de outubro), o Clube da Melhor Idade se transformou em um grande espaço de descobertas, encontros e inspiração. Foi ali que aconteceu a 5ª edição da Feira de Ciências e Educação Ambiental de Aripuanã, um evento que uniu aprendizado, criatividade e consciência ecológica em torno de um mesmo propósito: pensar o futuro a partir das práticas de hoje.
Promovida pela Nexa Resources e Jurupará Socioambiental, em parceria com a Prefeitura de Aripuanã, a feira reuniu estudantes, professores, instituições locais e visitantes em um ambiente vibrante de troca de saberes. Durante todo o dia, das 8h às 17h, o público de 1550 participantes puderam conhecer projetos criativos e inspiradores que mostram como ciência, educação e meio ambiente podem caminhar juntos para transformar realidades.
Com o tema “Mudanças Climáticas”, a feira dialogou diretamente com um dos debates mais urgentes do planeta e que, neste fim de ano, ganha centralidade nas discussões da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP). Assim como nos grandes fóruns internacionais, em Aripuanã também se falou sobre soluções locais para desafios globais — energia limpa, reflorestamento, reciclagem, uso consciente da água, agricultura sustentável e novas formas de viver em harmonia com o meio ambiente.
Entre os trabalhos expostos, destacaram-se iniciativas que unem conhecimento tradicional e ciência moderna: hortas pedagógicas, projetos de reciclagem, experimentos com energia limpa, biogás, manejo de plantas medicinais e reaproveitamento de resíduos. Cada proposta representou um gesto concreto de cuidado com o planeta, uma semente plantada para transformar o cotidiano das escolas e comunidades.
Horta e Jardinagem na Educação Infantil – CEI Albertina Felício dos Santos;
Eu e Minha Turma Descobrindo Habilidades – APAE;
Verde em Ação: Aprendendo Educação Ambiental Brincando – Escola Municipal São José Operário;
Ervas Medicinais – CEI Trilha do Saber;
Plantando Conhecimento e Colhendo Cidadania – Escola Municipal Jari Edgar Zambiasi;
Cantinho da Terapia – Escola Municipal Governador Fragelli;
Criação Sustentável – Escola Municipal São José Operário;
Biogás: Qualidade Ambiental que o Futuro Merece – Escola Municipal Governador Fragelli;
Tecendo Histórias – APAE;
Roça Sustentável – Escola Estadual Indígena Pasapkarééj;
Horta de Plantas Medicinais na Escola – CEI Trilha do Saber;
Brincando Também se Aprende – Escola Municipal Jari Edgar Zambiasi;
Reciclando por um Mundo Sustentável – Escola Estadual Prof. Elídio Murcelli Filho;
Comitê de Educação Ambiental e Viveiro de Mudas – Escola Estadual Prof. Elídio Murcelli Filho;
Fossa Ecológica (TEVAP) – Escola Municipal Deoclides de Macedo;
Ecofuturo – Escola Estadual São Francisco de Assis;
Energia Renovável, Gestão de Energia, Gestão de Fluidos, Máquina do Tempo, Verde Urbano e Pontos de Coleta na Cidade – SENAI.
Durante a Feira de Ciências e Educação Ambiental, tivemos a participação especial de dois grandes parceiros que encantaram o público com experiências únicas de aprendizado e curiosidade: o Museu Itinerante da UFMT de Sinop e o Furgão da Ciência da SECITECI, de Cuiabá.
O Museu Itinerante trouxe uma amostra fascinante da biodiversidade amazônica, com exemplares de animais e plantas típicos da região norte de Mato Grosso. Foi uma verdadeira aula viva sobre a fauna e flora locais, despertando nos visitantes o olhar científico e o respeito pela natureza.
Já o Furgão da Ciência, parte do projeto MT Ciências da SECITECI, levou experimentos interativos, oficinas e demonstrações tecnológicas que transformaram o espaço da feira em um laboratório sobre rodas. Crianças, jovens e adultos puderam mergulhar no mundo da ciência de forma prática e divertida, experimentando conceitos de física, química e tecnologia de um jeito diferente.
A presença dessas iniciativas itinerantes fortaleceu o propósito da feira: aproximar a ciência das pessoas e inspirar novas gerações a explorar, pesquisar e inovar. Foi um verdadeiro encontro entre saberes, onde o conhecimento ganhou vida e movimento.
A feira proporcionou um ambiente de interação, encantamento e aprendizado coletivo, reforçando o compromisso de Aripuanã com a educação ambiental e o desenvolvimento sustentável.
“É uma alegria ver o quanto a nossa cidade tem se destacado quando o assunto é educação e sustentabilidade. Hoje, a Feira de Ciências e Educação Ambiental mostra que Aripuanã tem muito a ensinar ao mundo — não apenas com palavras, mas com atitudes. Ver nossas crianças e jovens pesquisando, criando, plantando e transformando ideias em ações é motivo de muito orgulho. Cada projeto apresentado aqui é uma semente que germina o futuro, um futuro mais consciente, mais solidário e mais comprometido com o cuidado ao meio ambiente. Que essa feira continue inspirando novos sonhos e novas descobertas, porque cuidar do planeta começa exatamente assim: com conhecimento, com educação e com amor pela nossa terra.” afirmou a prefeita Seluir.
“Não é porque a COP não será em Aripuanã que Aripuanã deixará de contribuir com a agenda climática global”, afirmou o gestor da Jurupará Socioambiental, Emerson de Oliveira Jesus. “Neste ano de 2025, toda a nossa agenda de trabalho e as metodologias aplicadas pela equipe na execução das ações de Educação Ambiental, foram construídas com base nos grandes temas que estarão em debate na COP 30, em Belém. Trouxemos para o chão da Amazônia Matogrossense — e, sobretudo, para as novas gerações — instruções claras, experiências práticas e caminhos possíveis para que elas possam se engajar de forma consciente e efetiva nessa discussão mundial sobre o papel de cada um no processo de mitigação das mudanças climáticas.”
A 5ª Feira de Ciências e Educação Ambiental mostrou que, quando o conhecimento caminha junto com o cuidado ao meio ambiente, é possível transformar realidades e inspirar novas gerações.























































A aula faz parte do Programa Desfrute Aripuanã, uma iniciativa da Nexa Resources em parceria com a Jurupará Socioambiental, que busca fomentar o turismo sustentável e promover novas oportunidades econômicas e educacionais no município.
Fonte: TOP NEWS
No último sábado, 1º de novembro, alunos do Curso Técnico em Guia de Turismo de Aripuanã participaram de uma aula de campo especial voltada à observação de aves, integrando teoria e prática em uma experiência marcante de aprendizado e contato com a natureza.
A atividade, com duração de três horas, foi realizada nas áreas do Complexo Turístico Salto das Andorinhas e do Recanto Pouso Milagroso (Ari Linhares), no Pescur, e teve como objetivo proporcionar aos estudantes conhecimentos sobre técnicas, comportamentos e práticas do turismo de observação de aves, um segmento que cresce em todo o país e desperta o interesse de ecoturistas e pesquisadores.
A aula faz parte do Programa Desfrute Aripuanã, uma iniciativa da Nexa Resources em parceria com a Jurupará Socioambiental, que busca fomentar o turismo sustentável e promover novas oportunidades econômicas e educacionais no município.
O instrutor da aula de campo, Cleverson Veronese, observador de aves com 13 anos de experiência, guiou os participantes pela trilha e destacou a importância da prática para o desenvolvimento do ecoturismo local.
“O turismo de observação de aves fortalece o ecoturismo, gera oportunidades econômicas para a comunidade e contribui para a conservação ambiental. Além disso, é uma experiência encantadora, que nos permite perceber a vida ao nosso redor por meio das aves”, afirmou Cleverson.
Durante o percurso, os alunos puderam conhecer espécies típicas da região e observar o potencial natural de Aripuanã para o turismo de observação. O município figura entre os 10 principais do Brasil em número de aves registradas e catalogadas, segundo dados do WikiAves, a maior plataforma digital sobre avifauna brasileira.
A representante da Jurupará Socioambiental ressaltou o papel transformador do programa:
“É gratificante ver o encantamento dos alunos e a motivação em continuar aprendendo. O Desfrute Aripuanã tem mostrado o poder de transformação da educação ambiental e do turismo sustentável na vida das pessoas.”
Para os alunos, a experiência foi enriquecedora. A turismóloga e estudante Clarice Mônica Martins Feijó destacou que a aula permitiu colocar em prática o aprendizado teórico. “Cada atividade que o curso e o programa oferecem é uma oportunidade de aplicar o que aprendemos. Foi uma experiência valiosa para aprimorar nossa atuação como futuros guias de turismo”, afirmou.
Já Wendy Aparecida Ferreira Gonçalves descreveu a atividade como uma das mais marcantes do curso: “Foi uma experiência que eu nunca imaginei ter. Pude observar espécies incríveis, aprender sobre o comportamento das aves e o perfil do turista desse segmento. Foi emocionante e inspirador”, contou.
Entre os destaques observados na trilha estiveram o ferreirinho-de-sobrancelha e o chora-chuva-preto, que encantaram o grupo com sua presença.
A Jurupará Socioambiental informou que uma nova aula de campo será agendada para os alunos que não puderam participar desta edição e reforçou que o Programa Desfrute Aripuanã continuará promovendo ações voltadas à educação ambiental e ao fortalecimento do turismo local.
Aripuanã reafirma, assim, seu potencial como destino de ecoturismo e observação de aves, unindo preservação ambiental, capacitação profissional e desenvolvimento sustentável.







Em agosto de 2025, o município de Aripuanã, no norte de Mato Grosso, viveu um momento histórico ao aprovar a sua Política Municipal de Turismo (Lei nº 2.862/2025). Mais do que um avanço legislativo, a medida insere a cidade no cenário das políticas públicas brasileiras, conectando-a à Política Nacional de Turismo (Lei nº 11.771/2008) e aos compromissos internacionais da Agenda 2030 da ONU.
Os números reforçam a relevância do setor: de acordo com o IBGE, o turismo já responde por aproximadamente 3,7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, com grande potencial de expansão. A Organização Mundial do Turismo (OMT/ONU) acrescenta que o turismo de base comunitária é uma das modalidades mais eficazes de gerar renda de forma inclusiva, ao mesmo tempo em que preserva o patrimônio natural e cultural.
Nesse contexto, a aprovação da política em Aripuanã ganha ainda mais significado. Em plena Amazônia, o município é privilegiado por sua diversidade natural e cultural: rios caudalosos, floresta preservada, cachoeiras monumentais e a presença de povos indígenas e comunidades tradicionais. Essa riqueza, antes vivida de maneira dispersa, ganha agora planejamento e governança, transformando-se em base para um projeto de desenvolvimento sustentável e integrado.
O passado de Aripuanã mostra sua relevância para o futuro da Amazônia. No Congresso Nacional, já se discutiu a criação de um Estado do Aripuanã, tendo a cidade como capital. Na década de 1970, o município recebeu a ousada experiência da Cidade Científica de Humboldt, inspirada na Conferência de Estocolmo (1972), que buscava pensar modelos de desenvolvimento sustentável para a floresta.
Esse acúmulo político, social e ambiental ajuda a compreender por que Aripuanã se projeta hoje como protagonista na construção de soluções e alternativas econômicas que conciliam crescimento econômico, valorização cultural e preservação ambiental.
A nova Política Municipal de Turismo de Aripuanã não nasceu em gabinetes, mas foi resultado de um processo democrático e coletivo. Sua elaboração contou com a atuação do Conselho Municipal de Turismo (COMTUR), a mobilização do trade turístico local, a participação ativa da sociedade civil e o apoio técnico da Jurupará Socioambiental. A consultoria foi responsável pela execução do Programa Desfrute Aripuanã, desenvolvido no município como parte das ações socioambientais da Mineradora NEXA RECURSOS MINERAIS, cujo objetivo é fortalecer a governança, identificar e qualificar atividades turísticas e, assim, contribuir para a geração de emprego e renda em Aripuanã.
Durante a sessão de aprovação, o vereador Bartolomeu Sousa Casteliano, que acompanhou de perto a construção da minuta e se destaca como um dos grandes entusiastas do turismo no município, ressaltou: “Esta não é uma lei de gabinete. Ela nasceu das demandas e dos sonhos de quem vive o turismo de Aripuanã na prática. É um projeto coletivo para o nosso futuro.”
A Política Municipal de Turismo de Aripuanã foi concebida a partir de princípios sólidos que se conectam diretamente às recomendações internacionais da ONU e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Entre eles, destacam-se o ODS 8, que busca promover o trabalho decente e o crescimento econômico; o ODS 11, que orienta a construção de cidades e comunidades mais sustentáveis; o ODS 12, voltado para o consumo e a produção responsáveis; e o ODS 15, que enfatiza a importância da preservação da vida terrestre.
Esses compromissos globais foram traduzidos em diretrizes locais que servirão de norte para o ordenamento do turismo no município. A primeira delas é a governança fortalecida, que prevê maior participação da sociedade por meio do Conselho Municipal de Turismo (COMTUR). Essa instância passa a ser espaço central para decisões coletivas, garantindo transparência e representatividade no planejamento do setor.
Outro avanço fundamental é a criação do Fundo Municipal de Turismo (FUMTUR), mecanismo financeiro que assegura recursos específicos para a execução de projetos turísticos. O fundo, com gestão participativa, permitirá que os investimentos sejam direcionados de forma planejada, evitando a descontinuidade das políticas públicas e garantindo maior segurança para os empreendedores locais.
A lei também institui o Plano Diretor de Turismo, documento estratégico que estabelecerá metas de médio e longo prazo. Esse instrumento dará previsibilidade aos investimentos e orientará ações do poder público e da iniciativa privada, criando um ambiente mais seguro para quem deseja empreender no setor.
Outro pilar essencial é o fomento à identidade local, valorizando o turismo comunitário, indígena, cultural e ecológico. Essa diretriz reconhece que Aripuanã possui patrimônio imaterial e sociocultural singular, e que o fortalecimento dessas identidades é parte fundamental do diferencial competitivo do destino turístico.
Por fim, a política prevê ações voltadas à capacitação e ao empreendedorismo, com foco na qualificação da mão de obra local e no incentivo à criação de negócios sustentáveis. Essa medida busca preparar a população para ocupar espaços estratégicos na cadeia do turismo, promovendo inclusão social e geração de renda.
A contribuição da Jurupará Socioambiental
A história da Política Municipal de Turismo de Aripuanã também é a história das pessoas que acreditaram no potencial transformador do turismo para a região. Nesse processo, a Jurupará Socioambiental esteve presente como parceira e apoiadora, colocando à disposição não apenas conhecimento técnico, mas também a sensibilidade adquirida ao longo de anos de caminhada junto a comunidades indígenas, agricultores familiares e populações tradicionais da Amazônia.
Mais do que elaborar documentos ou propor metodologias, a Jurupará ajudou a ouvir, a traduzir sonhos em diretrizes e a transformar a voz da comunidade em política pública. Sua contribuição esteve no cuidado com os detalhes, no respeito à diversidade cultural e no compromisso de que cada passo fosse dado de forma coletiva e participativa.
Especializada em sustentabilidade e ecoeficiência, a empresa carrega em sua essência a missão de construir pontes entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental. Essa missão se revelou de forma clara em Aripuanã, onde a política não foi pensada apenas como um instrumento legal, mas como uma oportunidade de afirmar a identidade local e abrir caminhos para um futuro mais justo e sustentável.
“Nosso compromisso sempre foi construir pontes entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental. Participar desse processo em Aripuanã é motivo de orgulho, pois reforça nossa missão de apoiar políticas públicas que respeitam a natureza e as pessoas”, afirma Emerson de Oliveira Jesus, Diretor Administrativo da Jurupará Socioambiental.
A experiência em Aripuanã reafirma o que a Jurupará acredita desde sua fundação: a Amazônia precisa de soluções feitas a partir dela mesma, que valorizem suas comunidades e respeitem sua natureza. Foi com esse olhar, técnico e humano ao mesmo tempo, que a empresa contribuiu para a construção de uma política que agora se torna referência para toda a região.
Impactos para o futuro de Aripuanã
A aprovação da Política Municipal de Turismo abre um horizonte promissor para Aripuanã. Com a lei em vigor, o município tem condições de se consolidar como um dos principais destinos de turismo sustentável da Amazônia, atraindo visitantes que buscam experiências autênticas, respeitosas e profundamente conectadas à natureza.
Os impactos vão além do aspecto econômico. A expectativa é que o turismo se torne também um espaço de fortalecimento da identidade cultural, de valorização das comunidades locais e de criação de novas oportunidades de emprego e renda. Essa transformação não acontece apenas no mercado, mas no modo como o município se reconhece e se projeta para o mundo: uma cidade amazônica que respeita suas raízes e, ao mesmo tempo, dialoga com agendas globais.
Nesse sentido, a aprovação da política tem um valor simbólico especial. Em 2025, o Brasil sediará a COP30, em Belém do Pará, e exemplos como o de Aripuanã demonstram que os municípios amazônicos não estão apenas acompanhando a pauta da sustentabilidade — estão assumindo protagonismo, mostrando que o desenvolvimento local pode caminhar junto com a conservação ambiental e a inclusão social.
Desafios e próximos passos
Apesar dos avanços, a jornada está apenas começando. O grande desafio agora é a implementação efetiva da lei. Para isso, será necessário colocar em prática instrumentos como o Plano Municipal de Turismo e o Fundo Municipal de Turismo (FUMTUR), que garantirão organização, recursos e continuidade às ações planejadas.
Esse processo dependerá da capacidade de articulação entre Prefeitura, COMTUR, sociedade civil, comunidades locais e investidores privados, em um esforço conjunto que una vontade política, participação popular e inovação.
Como ressalta Emerson de Oliveira Jesus, Diretor Executivo da Jurupará Socioambiental: “A aprovação é apenas o início. O verdadeiro desafio é transformar esse marco legal em práticas reais que beneficiem a população e preservem nosso patrimônio natural.”
Conclusão
Mais do que uma lei, a Política Municipal de Turismo de Aripuanã é um compromisso coletivo com o futuro. Um futuro em que desenvolvimento econômico, preservação ambiental e valorização cultural caminham lado a lado, mostrando que é possível pensar a Amazônia a partir de soluções sustentáveis construídas por e para quem vive nela.
Aripuanã, assim, dá um passo firme para se consolidar como referência de turismo sustentável na Amazônia, inspirando outros municípios brasileiros a seguirem o mesmo caminho. Ao transformar sua riqueza natural e cultural em políticas públicas participativas, a cidade reafirma sua vocação de ser exemplo de que o local pode, sim, dialogar com o global e liderar pela sustentabilidade.
“Quando a comunidade constrói junto, o turismo deixa de ser apenas visita — e passa a ser transformação.”
Documento foi entregue à Prefeita e à Câmara Municipal com presença do COMTUR, sociedade civil e setor produtivo; texto propõe diretrizes para criação do Fundo Municipal de Turismo e valorização de atrativos locais
Em um ato que marca uma nova etapa para o turismo de Aripuanã, a Prefeitura Municipal recebeu no dia 04 de junho de 2025 a minuta que cria a Política Municipal de Turismo (2025–2029), Atualiza o COMTUR, cria o Fundo Municipal de Turismo para captação de recursos além do respectivo Projeto de Lei Complementar para apreciação e tramitação legislativa. O protocolo foi realizado no Gabinete da Prefeita Seluir Peixer Reghin, com participação de representantes do Conselho Municipal de Turismo – COMTUR, da Câmara Municipal, Secretaria de Turismo Esporte e Cultura, do segmento de Turismo, Nexa Recursos Minerais e a Jurupará Socioambiental.
A iniciativa é fruto do Programa Desfrute Aripuanã da empresa Nexa Recursos Minerais, executado pela empresa local Jurupará Socioambiental. A minuta foi construída de forma participativa em duas reuniões temáticas realizadas nos dias 07 e 22 de maio de 2025, no âmbito do COMTUR e representantes de diversos segmentos do turismo em Aripuanã.
Para Henrique Souza, cofundador e Diretor de Inovação e Tecnologia da Jurupará Socioambiental, o processo se destaca pela legitimidade e pelo alinhamento com as políticas públicas nacionais. “Trata-se de um instrumento de gestão vivo, construído de forma participativa com quem verdadeiramente acredita no turismo como uma oportunidade real de geração de renda. Ele projeta o turismo como uma estratégia de fortalecimento econômico, inclusão social e valorização das nossas riquezas naturais e culturais.”, afirmou.
A minuta apresenta um conjunto robusto de diretrizes para o fortalecimento da governança turística, a criação do Fundo Municipal de Turismo (FUMTUR), instrumentos de arrecadação e aplicação escalonada até 2029, além da reestruturação do COMTUR e da obrigatoriedade de elaboração do Plano Municipal de Turismo.
“A entrega desta minuta representa um avanço significativo para o futuro do turismo em nosso município. Estamos falando de um instrumento construído com escuta, participação e responsabilidade, que fortalece a governança, amplia a capacidade de investimento e valoriza as nossas potencialidades naturais e culturais. Eu falo que quando a gente une planejamento com participação popular, os resultados são mais duradouros e transformadores. Aripuanã inicia hoje uma nova fase, onde o turismo deixa de ser apenas uma promessa e passa a ser uma política pública planejada, sustentável e capaz de gerar oportunidades reais para nossa população.” Destacou a Prefeita Seluir Peixer Reghin durante o ato de recebimento do documento.
O Projeto de Lei Complementar entregue propõe ainda a criação de mecanismos de arrecadação como a Taxa de Visitação Turística (TVT), a Contrapartida de Licenciamento Turístico (CLT) e a Tarifa de Conservação Ambiental (TCA), que poderão financiar projetos, eventos, capacitações e infraestrutura turística de forma autônoma e sustentável.
Segundo Sérgio Augusto Carvalho de Oliveira, Coordenador de Gestão Social da Nexa Recursos Minerais em Aripuanã, “Esta entrega representa um avanço significativo na valorização do turismo no município. Temos orgulho de apoiar a construção da Política Municipal de Turismo por meio do Programa Desfrute Aripuanã, contribuindo para a geração de oportunidades de emprego e renda, isso reafirma nosso compromisso com iniciativas que geram impacto positivo e duradouro. É esse o tipo de legado que buscamos construir.”
O protocolo da minuta também foi realizado na Câmara Municipal de Aripuanã, que irá analisar o projeto e colocá-lo em pauta para votação.
“A construção da Política Municipal de Turismo é um marco histórico para o COMTUR. Pela primeira vez, temos em mãos um instrumento de gestão pública que reconhece a importância do conselho como espaço legítimo de diálogo, planejamento e decisão. Esse documento fortalece o papel do COMTUR não apenas como órgão consultivo, mas como ator estratégico na definição de prioridades e no acompanhamento das ações turísticas no município. O processo de construção foi coletivo, respeitoso e alinhado com as necessidades reais do nosso território. Acreditamos que, a partir de agora, o turismo em Aripuanã será conduzido com mais transparência, planejamento e participação social.”
Além da Prefeita e do vereador, participaram da entrega: Itamar Barbosa Leal, vice-presidente do COMTUR; Rita Maltezo, representante da Secretaria Municipal de Turismo e conselheira do COMTUR; Robson Westphal Dutra, representante do turismo de aventura; Márcio Palharini, guia de turístico local; Amanda Bugari representante da empresa Nexa Recursos Minerais. e Henrique Souza, cofundador e Diretor de Inovação da empresa Jurupará Socioambiental.
A expectativa é de que a nova Política Municipal de Turismo seja aprovada ainda no primeiro semestre de 2025, consolidando Aripuanã como referência regional em planejamento turístico com base na inclusão, sustentabilidade e organização institucional.
Na tarde deste sábado, 22 de março de 2025, o Plenário da Câmara Municipal de Vereadores de Aripuanã foi palco do II Seminário das Águas do Aripuanã, reunindo representantes de municípios da região Noroeste de Mato Grosso, além de acadêmicos, especialistas, gestores públicos e representantes do setor produtivo. O evento faz parte da programação do III Circuito das Águas do Aripuanã, promovido pelo Programa de Educação Ambiental (PEA) da Nexa Recursos Minerais, com execução da empresa Jurupará Socioambiental e apoio da Prefeitura de Aripuanã.
O seminário teve como foco a discussão sobre a Gestão dos Recursos Hídricos da região, abordando os desafios para a conservação da bacia hidrográfica do Rio Aripuanã e os passos necessários para a criação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Aripuanã/MT (CBH Aripuanã/MT). As discussões foram fundamentadas na Lei Federal nº 9.433/1997 , que institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, na Lei Estadual nº 11.088/2020 e na Resolução CEHIDRO nº 167/2023, que regulamenta a formação dos Comitês de Bacia no Estado.
Os participantes acompanharam primeiramente o painel "Água para quem e por que conservá-la?" onde os painelistas foram representantes do DAE Aripuanã, representantes do DAES Juína, Gerente regional da Resex Guariba Roosevelt, representante da Gestão Social da Nexa Recursos Minerais, onde os mesmos trouxeram suas realidades vivenciadas na bacia e as estratégias adotadas para reduzir os impactos do uso da água na região.
O segundo painel foi conduzido pela Conselheira do Conselho Estadual de Recursos Hídricos de Mato Grosso (CEHIDRO/MT) Leonice de Souza Lotufo que trouxe esclarecimentos sobre o processo de criação da Comissão pró-Comitê, além de reforçar a necessidade da participação ativa dos municípios e usuários da água no processo de governança e gestão integrada dos recursos hídricos.
Um dos momentos mais aguardados foi a formação da Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Aripuanã/MT (CBH-Aripuanã/MT), composta por representantes dos municípios, sociedade civil e usuários da bacia. A comissão terá o prazo de seis meses para elaborar a proposta formal de criação do Comitê da Bacia Hidrográfica, consolidando um marco histórico para a gestão participativa das águas da região .
“A criação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Aripuanã é um passo importantíssimo para garantir a governança da água de forma integrada e sustentável, respeitando as necessidades dos diferentes usuários e promovendo a conservação dos recursos hídricos para as futuras gerações”, destacou Emerson de Oliveira Jesus, da Jurupará Socioambiental, durante o seminário.
A prefeita de Aripuanã, Seluir Peixer Reghin, também esteve presente e reafirmou o compromisso do município com a pauta ambiental.
"Este seminário é um marco na nossa luta pela preservação dos recursos hídricos. A água é um bem precioso, e precisamos conscientizar a todos sobre a importância de sua gestão e conservação. A participação da comunidade mostra que estamos no caminho certo para garantir um futuro sustentável para Aripuanã e toda a região", afirmou a prefeita.
A organização do evento destacou que a participação da sociedade é fundamental para o fortalecimento das ações de preservação dos recursos hídricos.
"Foi um dia produtivo e de construção coletiva. Saímos daqui mais conscientes de que a gestão das águas depende de todos nós", concluiu Emerson de Oliveira Jesus, diretor Administrativo da Jurupará Socioambiental.










Por Henrique Souza de Santana - 22 de março de 2025
A cidade de Aripuanã está sediando a terceira edição do Circuito das Águas do Aripuanã, um evento que se consolidou como um marco na conscientização ambiental. De 17 a 23 de março de 2025, especialistas, estudantes, gestores e cidadãos estão reunidos para debater a importância da gestão sustentável da água.
Com o tema "Preservar para Existir: O Futuro das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Aripuanã", o objetivo principal é promover a conscientização sobre os desafios ambientais enfrentados pela região e fortalecer as práticas de conservação.
Parcerias e Responsabilidades
A cidade de Aripuanã está sediando a terceira edição do Circuito das Águas do Aripuanã, um evento que se consolidou como um marco na conscientização ambiental. De 17 a 23 de março de 2025, especialistas, estudantes, gestores e cidadãos estão reunidos para debater a importância da gestão sustentável da água. Com o tema "Preservar para Existir: O Futuro das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Aripuanã", o objetivo principal é promover a conscientização sobre os desafios ambientais enfrentados pela região e fortalecer as práticas de conservação.
O evento foi realizado pela Nexa com a parceria técnica da empresa Jurupará Socioambiental e apoiado pela Prefeitura de Aripuanã, Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMAM) e o Departamento de Água e Esgoto (DAE).
Programação
17 a 22 de março de 2025: Circuito de Vivências e Palestras
Durante esta semana, alunos de diversas unidades de ensino estão participando de palestras, dinâmicas e atividades práticas sobre a preservação da água. As ações estão ocorrendo tanto nas áreas urbanas quanto rurais, abrangendo todas as etapas de ensino, da educação infantil ao ensino médio.
Escolas participantes:
• Ensino Fundamental e Médio (Urbano):
- EE Professor Elidio Murcelli Filho
- EE São Francisco de Assis
- EM Jari Edgar Zambiasi
- EM Professora Wilma Calvi Battisti
- EM São José Operário
- CEI Caminho do Saber
- SENAI
- APAE
• Ensino Fundamental e Médio (Rural):
- EM Governador Fragelli
- EE Indígena Pasapkarééj
- EM Deoclides Macedo
- EM José de Alencar
- Trilha do Saber
As atividades incluem atividades dinâmicas educativas sobre a conservação das nascentes e afluentes do Rio Aripuanã.
22 de março de 2025: II Seminário das Águas do Aripuanã
O II Seminário das Águas será o ponto alto da programação, reunindo acadêmicos, representantes do setor produtivo, gestores públicos e cidadãos para discutir a gestão dos recursos hídricos na bacia do Rio Aripuanã. O evento contará com paineis temáticos conduzidos por especialistas e participação ativa de entidades como Nexa, CEHIDRO e DAE-Aripuanã.
O trabalho será realizado neste próximo sábado (22), no Plenário da Câmara Municipal de Vereadores, a partir das 13hs.
23 de março de 2025:
Limpeza do Rio Aripuanã Para encerrar a semana de mobilização, será realizado um mutirão de limpeza nas margens do Rio Aripuanã, reforçando o compromisso coletivo com a preservação ambiental.
Objetivos e Impactos
O III Circuito das Águas do Aripuanã visa sensibilizar a população sobre a gestão sustentável dos recursos hídricos e fomentar a criação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Aripuanã. Entre os objetivos, destacam-se:
- Engajar alunos, professores e a sociedade no debate sobre os desafios ambientais da região;
- Mobilizar o poder público para a implementação de políticas ambientais eficazes;
- Criar uma comissão técnica para coordenar os esforços em prol da bacia hidrográfica.
A Prefeitura de Aripuanã convida toda a população a se juntar a este movimento pela preservação dos recursos hídricos. Fique atento às redes sociais da Prefeitura e de seus parceiros para mais informações sobre a programação e inscrições.


Por Henrique Souza, Diretor de Inovação e Tecnologia da Jurupará Socioambiental
De 11 a 17 de agosto de 2024, lideranças e representantes de organizações sociais dos Territórios Rikbaktsa, no Noroeste do Estado de Mato Grosso, participaram do 1º Intercâmbio de Etnoturismo do Povo Rikbaktsa. A iniciativa faz parte do Projeto Territórios Rikbaktsa que é desenvolvido pela Associação Indígena Abanatsa (AIABA), com apoio da Inter-American Foundation e cogestão técnica da Jurupará Socioambiental.
O principal objetivo do intercâmbio foi contribuir para o aprimoramento das discursões para a implementação de projetos de Etnoturismo em territórios Rikbaktsa. Esses projetos não apenas proporcionarão uma nova fonte de renda para as comunidades, mas também servirão como uma ferramenta para a preservação dos ecossistemas locais e a valorização da cultura e o modo de vida do Povo Rikbaktsa.
Durante uma semana, as lideranças das Terras Indígenas Erikpatsa (Brasnorte-MT), Japuíra (Juara-MT) e Escondido (Cotriguaçu-MT), percorreram mais de 2 mil quilômetros visitando os povos Amondawa (T.I Uru Eu Wau Wau) município de Mirante da Serra (RO), Suruí (T.I Sete de Setembro), município de Cacoal (RO) e Halíti (T.I Paresi) município de Campo Novo do Parecis (MT). Na oportunidade, os participantes exploraram diferentes estágios de desenvolvimento de projetos de ecoturismo, bem como, a diversidade de experiências, que variou desde aldeias com iniciativas estabelecidas até aquelas em fase inicial, proporcionou uma compreensão mais realista das oportunidades e desafios enfrentados no segmento.
“O intercâmbio representou muito mais do que uma simples visita técnica. Ele foi uma oportunidade única para que os participantes pudessem fortalecer suas raízes culturais e reforçar a importância da sustentabilidade como base para o futuro. As discussões abordaram temas cruciais, como a gestão de visitantes, a infraestrutura necessária para suportar o turismo de maneira responsável, a promoção cultural e os benefícios econômicos que o turismo pode trazer para as comunidades sem comprometer seus valores e tradições.” Enfatiza Emerson de Oliveira, Diretor Executivo da Jurupará Socioambiental.
Já para Roseno Zokoba, Presidente da Associação Indígena Abanatsa - AIABA, o intercâmbio foi um marco na história dos Rikbaktsa. “Ele nos permitiu aprender com nossos parentes, compartilhar nossos desafios e, acima de tudo, construir juntos um caminho que respeite nossa Mãe Terra e nossas tradições.” Corrobora Roseno.
O apoio da Inter-American Foundation foi essencial para realização e sucesso do evento, reforçando a importância da cooperação e do compartilhamento de conhecimentos entre diferentes povos e regiões para o fortalecimento da autonomia indígena e a conservação ambiental.
“O futuro dos nossos territórios depende da união e da sabedoria compartilhada entre os povos indígenas, e juntos, estamos moldando um novo caminho de sustentabilidade, que honra a terra e as tradições de nossos antepassados”, destacou Ivaneide Hepowy, Vice-Presidente da Associação AIMURIK.
Sobre o projeto
Desde 2023, a AIABA, com o apoio da Inter-American Foundation, implementa o Projeto Territórios Rikbaktsa, com o objetivo de fortalecer as ações culturais e as oportunidades de geração de renda nos territórios indígenas Rikbaktsa. O projeto foca especialmente no empoderamento das mulheres Rikbaktatsa, promovendo sua participação ativa na economia local. Além disso, busca ampliar as capacidades de gestão produtiva por meio da criação do Fundo Rotativo da Bioeconomia Rikbaktsa e da preparação das lideranças para acessar novas oportunidades produtivas e econômicas e fontes de recursos.
Jurupará Socioambiental, em parceria com o Projeto TerrAmaz da ONF Brasil, lança edital para fortalecer organizações sociais.
A Jurupará Socioambiental, em colaboração com o Projeto TerrAmaz da ONF Brasil, anuncia a abertura do Edital nº 001/2024, visando selecionar uma organização social (cooperativa ou associação) para participar do Programa de Aceleração de Organizações Sociais Rurais em Cotriguaçu-MT.
O objetivo principal será selecionar uma (01) organização (cooperativa ou associação) que receberá orientações e mentorias técnicas para aprimorar seus processos estruturais, organizacionais e de gestão coletiva, buscando promover a integração entre geração de renda e impactos socioambientais positivos para agricultores, agricultoras e suas propriedades no Município de Cotriguaçu-MT.
A jornada de aceleração do programa contemplará as seguintes atividades:
As organizações interessadas em participar do processo seletivo poderão se inscrever no período de 08 a 25 de maio de 2024, através do formulário online.
Para esclarecimento de dúvidas, os interessados podem contatar os especialistas da Jurupará Socioambiental através dos números de WhatsApp (66) 9 9622-7324 (falar com Emerson) ou (66) 9 8125-1691 (falar com Henrique).
Este edital representa uma oportunidade ímpar para as organizações sociais de Cotriguaçu-MT fortalecerem suas capacidades e contribuírem para o desenvolvimento sustentável da região.
Baixe o edital para mais detalhes!
Por Henrique Souza, Diretor de Inovação e Tecnologia, Jurupará Socioambiental
No último dia 27 de março, o Município de Aripuanã, sediou o I Seminário das Águas, evento que integrou a agenda do II Circuito das Águas do Aripuanã, ambos organizando e realizado por acadêmicos e acadêmicas do Curso de Licenciatura em Geografia da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) e pela Jurupará Socioambiental.
Com a participação de especialistas, poder público, acadêmicos e representantes de diversos seguimentos econômicos, a iniciativa, teve como objetivo principal, fomentar a criação de um ambiente propício ao fortalecimento de ações conjuntas e orientadas, visando sensibilizar alunos, professores e a sociedade em geral sobre a importância da preservação, gestão e uso consciente da água, especialmente no contexto da bacia hidrográfica Rio Aripuanã.
O evento contou com a presença tanto do setor público quanto do privado, incluindo representantes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA), do Departamento de Água e Esgoto, da Secretaria de Meio Ambiente de Aripuanã, da Nexa Resources, e da Jurupará Socioambiental. Isso evidenciou o interesse e engajamento de múltiplos setores na questão ambiental.
A programação contou com a dinâmica de paineis tematicos onde representantes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA-MT), o Departamento de Água e Esgoto de Aripuanã (DAE) e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Aripuanã (SEMAM), tiveram oportunidade de dar suas contribuições no painel intitulado "contexto, desafios e ações institucionais voltadas à conservação, gestão e regulação do uso dos recursos hídricos". E por por fim, o setor privado, reprentado pela empresa de Mineração, Nexa Resources e a empresa de consultoria, Jurupará Socioambiental, trouxeram suas contribuições para o segundo painel do Seminário, que buscava discutir, responsabilidade ambiental no contexto da gestão e regulação dos recursos hídricos.
Mais de 100 participantes estiveram presente interagindo com os painéis, fazendo perguntas, comentários e sugestões. Contribuindo assim, para construção de conhecimentos e aprendizados que perpassa a realização deste e evento, para lançar luz e esperança na realização de outras edições do Seminário e na busca por soluções partilhadas de desenvolvimento sustentável na Bacia Hidrográfica do Rio Aripuanã.

A criação e manutenção de um Fórum Permanente de Discussão e Estudos Para a Criação do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Aripuanã, era um dos resultados esperados pelos organizadores, e foi alcançado ao final do evento, que também se comprometeram em continuar fomentando e articulando para que a temática e a pauta não caia no esquecimento. Esse compromisso, representa um passo importante para promoção de uma cultura de cuidados e responsabilidades direcionadas ao contexto de uso e regulação dos recursos hídricos da bacia hidrográfica.

Também importante destacar e reconhecer o patrocínio das empresas: NEXA RESOURCES, SM MADEIRAS E LAMINADOS, LAMINADOS MADEIRAS DO NORTE e LOJA ITAIPU, pelo qual foi viabilizado materiais, coffee-break e outras demandas de organização do evento. Por fim, a Jurupará Socioambiental convidou todos os atuais parceiros a se engajarem na realização do III Circuito das Águas do Aripuanã no ano de 2025, com a perspectiva que se possa avançar ainda mais nessa agenda comum no município e na região, reforçando a importância da conscientização ambiental e da colaboração em prol da preservação dos recursos hídricos da bacia hidrográfica do Rio Aripuanã.
Confira abaixo um pouco mais sobre o evento:












Para celebrar o Dia Mundial da Água (22/03), acadêmicos do Curso de Licenciatura em Geografia da UNEMAT e a empresa de consultoria Jurupará Socioambiental, com apoio e parceria da Nexa Resources, do Polo UAB Aripuanã, do DAE - Departamento de Água e Esgoto de Aripuanã, da Secretaria de Meio Ambiente de Aripuanã (SEMAM), das Escolas Públicas e Privadas, e da Gerência Regional do Parque Estadual Tucumã, Estação Ecológica do Rio Madeirinha e Estação Ecológica do Rio Roosevelt (SEMA/MT), promovem o II CIRCUITO DAS ÁGUAS DO ARIPUANÃ. Essa iniciativa tem como objetivo principal criar um ambiente propício para o fortalecimento de ações conjuntas e orientadas, visando sensibilizar alunos, professores e a sociedade em geral sobre a importância da preservação, gestão e uso consciente da água, especialmente no contexto da bacia hidrográfica do Rio Aripuanã.
O circuito contemplou uma ampla gama de atividades ao longo de sua programação, conforme detalhado abaixo:
As ações dessa linha, implementadas no período de 18 a 27 de março de 2024, destinaram-se a alunos e professores das escolas: EE Professor Elídio Murcelli Filho, EE São Francisco de Assis, EM Jari Edgar Zambiasi, EM Maria Luíza do Nascimento Silva, EM Professora Wilma Calvi Battisti, EM São José Operário, EI Caminho do Saber e Colégio São Gonçalo de Aripuanã. A expectativa é que mais de 800 alunos e professores das séries iniciais, fundamental I, fundamental II e ensino médio sejam alcançados com as diversas ações de palestras, imersões e vivências desenvolvidas.
Realizada em 23 de março de 2024, a atividade contou com mais de 50 participantes engajados não apenas na contemplação da natureza, mas também na coleta de resíduos encontrados ao longo do percurso. Durante essa atividade, os participantes tiveram a oportunidade de compartilhar momentos de contemplação da natureza e aprendizado em grupo. Além disso, convidamos todos a contribuir trazendo alimentos para compartilhar durante o café social realizado durante a trilha.
O encerramento do II CIRCUITO DAS ÁGUAS DO ARIPUANÃ acontecerá em 27 de março de 2024, às 19h00, no Centeo de Educação Continuada Dardanelos, com a realização do I SEMINÁRIO DAS ÁGUAS DO ARIPUANÃ. Evento este que será aberto ao público, e buscará compartilhar experiências, discutir desafios, perspectivas e identificar oportunidades relacionadas aos debates sobre a gestão da água na Bacia Hidrográfica do Rio Aripuanã.
Em 22 de março de 1992, a Organização das Nações Unidas (ONU) criou o Dia Mundial da Água em solo brasileiro. A data foi lançada durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, também conhecida como Eco-92, no Rio de Janeiro, como um esforço da comunidade internacional para colocar em pauta as questões essenciais que envolvem os recursos hídricos no planeta. Em 2024, o tema definido pela ONU globalmente para o Dia Mundial da Água é "Água para a Paz".







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