Por Henrique Souza de Santana, 19 de abril de 2026
A iniciativa teve a participação das etnias Cinta Larga e Arara do Rio Branco
A diversidade cultural e a resistência histórica dos povos originários ganharam destaque em Aripuanã durante as celebrações em homenagem ao Dia dos Povos Indígenas no último final de semana. Mais do que uma agenda comemorativa, o evento reuniu mais de 500 indígenas dos povos Cinta Larga e Arara do Rio Branco, além da população urbana do município, em um espaço que evidenciou a permanência, a organização e a resistência desses povos em seus territórios.
A programação, estruturada ao longo dos dias 18 e 19 de abril, reuniu atividades que refletem o cotidiano e as práticas culturais das comunidades. No sábado (18), as atividades tiveram início ainda nas primeiras horas do dia, com recepção, credenciamento e abertura do evento, seguidos pela realização dos Jogos Indígenas, incluindo modalidades como cabo de guerra, arco e flecha, lançamento de lança e corridas em diferentes categorias. Ao longo do dia, também foram realizadas refeições coletivas, apresentações culturais e a feira de artesanato e comidas típicas.
No domingo (19) a programação seguiu com a realização do campeonato de futebol society, atividades coletivas e o encerramento oficial do evento no período da noite. Ao longo dos dois dias, um dos pontos mais marcantes foi a forma como as atividades foram conduzidas: não como apresentações folclóricas, mas como expressões reais das práticas culturais vividas nos territórios indígenas.
Para o professor Jovanes Vela Arara, liderança do Povo Arara do Rio Branco, o evento é importante para mostrar à população aripuanense a diversidade cultural. “É um projeto para as pessoas verem a cultura de cada povo através de suas danças e cantos. O dia 19 de abril é um dia de luta e resistência; é necessário conhecer mais para deixar de ter preconceito. Conhecendo, você vai entender o que essa cultura significa”, afirmou o professor.
A construção e organização do evento contou com participação direta das lideranças indígenas desde o planejamento. David Cinta Larga, Cacique Geral do Povo Cinta Larga, reforçou o papel do evento na continuidade das tradições para as novas gerações. “Com 18 aldeias na região de Aripuanã, estamos aqui trazendo o fortalecimento da nossa cultura. A cada ano queremos ensinar o jovem que nossa cultura não pode se apagar”, destacou o cacique.
Aberto ao público, o evento também buscou aproximar a população urbana das raízes locais. Durante a semana que antecedeu a programação principal, foram realizadas visitas e apresentações culturais em escolas do município, ampliando o diálogo com estudantes e educadores. A prefeita de Aripuanã, Seluir Peixer, ressaltou que o momento é de reflexão e parceria institucional. “Aripuanã vive um momento único em homenagem aos povos indígenas. Fizemos uma reflexão de valorização sobre de que maneira eles vivem hoje e como o poder público e empresas podem trabalhar juntos para valorizar ainda mais os jovens, as crianças e a cultura deles”, pontuou a prefeita.
A coordenadora de Gestão Social da unidade da Nexa em Aripuanã, Thalita Lucena, explica que a ação integra o Plano Básico Ambiental do Componente Indígena (PBACI), no âmbito do Programa de Valorização Cultural, como parte das medidas estruturantes voltadas ao fortalecimento das identidades culturais e modos de vida tradicionais. “Entendemos que o desenvolvimento regional só é pleno quando respeita a diversidade e a história de quem já estava aqui. Para nós, viabilizar momentos como este é fundamental para fortalecer o sentimento de pertencimento e assegurar que as futuras gerações indígenas continuem orgulhosas de sua identidade e de seu modo de vida", destacou Thalita Lucena.
A iniciativa foi promovida pela Prefeitura de Aripuanã, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Cultura (SETEC) e da Secretaria Adjunta de Esporte e Lazer (SAEL), pela Nexa Resources, por meio da parceira técnica executora do PBA-CI, Jurupará Socioambiental, além do apoio das associações indígenas Yukapkatan e Marupá, do povo Arara do Rio Branco, e da Associação Indígena Pasapkareej, do povo Cinta Larga.
Por Henrique Souza de Santana, 15 de abril de 2026
Nos dias 18 e 19 de abril, Aripuanã (MT) realizará o evento Dia dos Povos Indígenas. Mais do que uma data comemorativa, a iniciativa se configura como um espaço de afirmação histórica, resistência e fortalecimento do vínculo dos povos indígenas com o território.
A realização do evento parte desse reconhecimento: o de que a presença indígena não é simbólica ou pontual, mas contínua, estruturante e anterior à própria formação de Aripuanã.
A iniciativa é promovida pela Prefeitura de Aripuanã, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, Esporte e Cultura (SETEC) e da SAEL, pela Nexa Recursos Minerais, por meio da parceira técnica executora do PBACI, Jurupará Socioambiental, além do apoio das associações indígenas Yukapkatan e Marupá, do povo Arara do Rio Branco, e da Associação Indígena Pasapkareej, do povo Cinta Larga.
Para a Nexa Recursos Minerais, a programação integra o Plano Básico Ambiental do Componente Indígena (PBACI), no âmbito do Programa de Valorização Cultural Indígena.
O evento prevê a participação dos povos Cinta Larga e Arara do Rio Branco, com uma estimativa de cerca de 500 indígenas, além da presença da população do município.
Durante os dois dias, será realizada a Feira Cultural + Jogos Indígenas, com exposição e comercialização de artesanato, alimentos tradicionais, apresentações culturais e a realização de jogos que fazem parte do cotidiano das comunidades, como arco e flecha, cabo de guerra, corrida e lançamento de lança.
As atividades não serão apresentadas como espetáculo, mas como expressão viva de práticas culturais que permanecem presentes nos territórios indígenas. A organização do evento foi construída de forma participativa, com envolvimento direto de lideranças indígenas, garantindo que a programação reflita suas realidades, prioridades e formas próprias de organização.
Na semana que antecede o evento, também serão realizadas atividades de visita e apresentações culturais nas escolas do município, ampliando o diálogo com a população local e reforçando a importância do reconhecimento e do respeito aos povos originários.
A programação será aberta ao público.
style="font-weight: 400;">Por Henrique Souza de Santana - 06 de abril de 2026
Aripuanã sediou, no dia 27/04/2026, o III Seminário das Águas do Aripuanã, reunindo representantes do poder público, setor produtivo, instituições técnicas e sociedade civil em um espaço estratégico de diálogo sobre a gestão sustentável dos recursos hídricos da região.
Realizado no plenário da Câmara Municipal, o encontro integrou a programação e o encerramento do IV Circuito das Águas e teve como foco o avanço no processo de criação e consolidação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Aripuanã (CBHA-MT), instrumento fundamental para a gestão participativa das águas.
Ao longo da programação, foram debatidos e compartilhados, experiências, desafios e oportunidades relacionados à gestão hídrica no território, com destaque para a necessidade de integração entre municípios, usuários de água e instituições, considerando a relevância da bacia hidrográfica para manutenção de diversas atividades econômicas, produtivas e culturais.
Os seminários vêm desempenhando papel estratégico na mobilização dos atores locais e no avanço da proposta de criação do Comitê da Bacia Hidrográfica Aripuanã–Roosevelt, estruturado em consonância com as diretrizes da Política Nacional e Estadual de Recursos Hídricos. A bacia do rio Aripuanã compreende as Unidades de Planejamento e Gerenciamento A-1 (rio Roosevelt) e A-2 (rio Aripuanã), conforme delimitação das UPGs apresentada em mapa, abrangendo total ou parcialmente os municípios de Aripuanã, Colniza, Juína, Rondolândia, Juruena, Castanheira e Cotriguaçu.
Durante o seminário, o diretor executivo da Jurupará Socioambiental e presidente da Comissão Pró-Comitê, Emerson de Oliveira Jesus, ressaltou que o encontro configura um marco no processo de amadurecimento e consolidação das discussões conduzidas pela Comissão.
“O seminário vem com a estratégia de consolidar as discussões já realizadas pela comissão pró-comitê da bacia hidrográfica do Rio Aripuanã. A ideia é fortalecer esse processo e avançar na constituição do comitê, envolvendo todos os segmentos que fazem parte desse território”, afirmou.
Segundo ele, o comitê deve ser entendido como um espaço democrático de construção coletiva.
“Muitas vezes existe a percepção de que a criação de um comitê pode ser um entrave ao desenvolvimento, mas é justamente o contrário. O comitê é um espaço de participação que envolve povos indígenas, comunidades tradicionais, setor produtivo, população urbana e governos”, destacou.
O seminário também evidenciou desafios concretos enfrentados nos municípios da região. Representando o município de Castanheira, o biólogo Audionei José Gabriel Schempe destacou a ocupação irregular de áreas sensíveis como um dos principais problemas.
“Hoje, um dos maiores desafios é a ocupação de áreas de preservação permanente, inclusive em regiões de nascentes. Em muitos casos, são ocupações antigas, o que torna o processo ainda mais complexo. Por isso, temos trabalhado com orientação e conscientização, buscando ampliar a percepção da população sobre a importância da água”, explicou.
Ele também destacou avanços no meio rural, onde produtores têm demonstrado maior compreensão sobre o valor dos recursos hídricos, especialmente diante de situações de escassez.
Contribuindo com a perspectiva técnica, o representante do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) em Juína, Jozemir, ressaltou o papel do comitê na organização da gestão hídrica regional.
“A criação do comitê permite avançar para uma lógica de autogovernança, em que a responsabilidade pelo uso e pela preservação da água passa a ser compartilhada entre todos os usuários. Além disso, é um instrumento importante para captação e gestão de recursos voltados à conservação do solo e da água”, afirmou.
Já na esfera estadual, a analista de meio ambiente da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA-MT), Tania Rosa, destacou que a criação dos comitês de bacia é um processo que nasce da própria sociedade.
“Os comitês não são criados pelo Estado, eles surgem a partir da mobilização da sociedade local. O papel da SEMA é fomentar, apoiar e orientar esse processo. O comitê é um dos principais instrumentos do sistema de gestão de recursos hídricos é fundamental para garantir uma gestão participativa e descentralizada”, explicou.
A representante também detalhou os próximos passos para a consolidação do comitê, que incluem a formalização documental, análise técnica e posterior institucionalização por meio de resolução.
“Após a organização da documentação e aprovação nas instâncias técnicas, será possível avançar para a publicação do edital de composição e, posteriormente, a posse dos membros que irão integrar o comitê”, destacou.
A coordenadora de Gestão Social da Nexa em Aripuanã, Thalita Lucena, reforçou a importância do seminário como espaço de construção conjunta.
“Foi inspirador participar do III Seminário das Águas do Aripuanã. Ver o plenário reunindo lideranças locais e regionais, além de parceiros estratégicos, discutindo o futuro do Comitê da Bacia reforça como iniciativas como essa conseguem unir comunidade, poder público e setor produtivo em torno de um objetivo comum: proteger uma bacia que é vital para todos nós”, afirmou.
O seminário também evidenciou o papel da educação ambiental e da mobilização social como pilares fundamentais para o fortalecimento da governança hídrica.
Mais do que um evento pontual, o III Seminário das Águas consolida um processo contínuo de articulação regional, reafirmando a importância da criação de instâncias colegiadas que garantam uma gestão integrada, participativa e sustentável dos recursos hídricos.
O encontro marcou o encerramento da programação do IV Circuito das Águas do Aripuanã, reforçando o compromisso coletivo com a preservação ambiental e com a construção de soluções sustentáveis para o futuro da bacia.
Por Henrique Souza de Santana - 26 de março de 2026
Dando continuidade à programação do IV Circuito das Águas do Aripuanã, foi realizado, entre os dias 23 e 26 de março, o circuito de vivências, imersões e palestras em unidades de ensino do município. A iniciativa contempla estudantes da educação infantil ao ensino médio, promovendo atividades voltadas à conscientização sobre o uso sustentável dos recursos hídricos e a preservação ambiental.
A programação envolve escolas da zona urbana e rural, incluindo instituições como a Escola Estadual Professor Elídio Murcelli Filho, Escola Municipal Jari Edgar Zambiasi, APAE, além de diversos Centros de Educação Infantil (CEIs), com atividades adaptadas às diferentes faixas etárias.
As ações incluem palestras interativas com quiz sobre o Dia Mundial da Água, apresentações teatrais com fantoches, dinâmicas educativas e distribuição de materiais informativos, utilizando metodologias acessíveis para estimular o engajamento dos alunos e facilitar a compreensão dos temas abordados.
De acordo com professores das unidades atendidas, as atividades contribuem diretamente para o processo de aprendizagem dos alunos. “As ações desenvolvidas dentro do Circuito das Águas trazem temas importantes de forma prática e acessível. A abordagem lúdica facilita o entendimento e desperta o interesse das crianças e jovens para questões ambientais que fazem parte do dia a dia”, destacou um dos educadores participantes.
A participação dos estudantes também reforça o impacto das atividades no ambiente escolar. Para um aluno do ensino médio que participou da programação, a experiência proporcionou uma nova forma de compreender o tema. “Foi uma experiência muito interessante, porque aprendemos de forma diferente sobre a importância da água e como pequenas atitudes podem fazer a diferença. As atividades ajudam a gente a pensar mais sobre o cuidado com o meio ambiente”, afirmou.
A iniciativa é promovida pela Nexa e pela Prefeitura de Aripuanã, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMAM) e do Departamento de Água e Esgoto (DAE), com parceria técnica da Jurupará Socioambiental, além do apoio de instituições parceiras envolvidas na agenda ambiental do município.
A coordenadora de Gestão Social da Nexa, Thalita Lucena, destacou o papel da iniciativa na promoção da conscientização ambiental. “O circuito de vivências e palestras é uma das principais frentes do Circuito das Águas, pois permite levar informação e sensibilização diretamente para o ambiente escolar. Acreditamos que a educação ambiental é um caminho fundamental para promover mudanças de comportamento e fortalecer a gestão sustentável dos recursos hídricos”, ressaltou.
Representando o poder público municipal, um colaborador da Prefeitura de Aripuanã reforçou a importância da ação para o fortalecimento das políticas ambientais. “Levar atividades como essa para dentro das escolas é fundamental para consolidar a educação ambiental no município. O Circuito das Águas contribui para a formação de cidadãos mais conscientes e comprometidos com a preservação dos recursos naturais”, destacou.
A equipe técnica da Jurupará Socioambiental também enfatizou a importância das metodologias utilizadas durante as atividades. Para a analista socioambiental Lisangela Castelo, a proposta é aproximar o conteúdo da realidade dos alunos. “As atividades foram estruturadas para dialogar com diferentes públicos, utilizando metodologias que aproximam os estudantes da realidade ambiental do território. A proposta é transformar o conhecimento em algo vivenciado, estimulando a reflexão e a construção de uma consciência ambiental desde a base”, pontuou.
Ao longo da programação, as atividades são realizadas em diferentes períodos, permitindo alcançar um número ampliado de estudantes e promover a participação ativa das turmas.
O circuito de vivências, imersões e palestras integra a programação do IV Circuito das Águas do Aripuanã, que ao longo da semana mobiliza instituições, poder público e sociedade civil em torno da preservação dos recursos hídricos e do fortalecimento da governança ambiental no município.
Por Henrique Souza de Santana e Fernando, 24 de março de 2026
Em alusão ao Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, foi realizada, no último sábado (21), a III Trilha das Águas do Aripuanã, no Mirante Salto das Andorinhas. A atividade integra a programação do IV Circuito das Águas e reuniu cerca de 40 participantes em uma ação voltada à conscientização ambiental e à valorização dos recursos hídricos no município.
Durante o percurso, os participantes realizaram a coleta de resíduos sólidos ao longo das trilhas, resultando na retirada de aproximadamente 70 quilos de lixo das áreas percorridas, conforme levantamento da organização. A ação contribuiu diretamente para a redução de impactos ambientais em áreas de uso frequente e reforçou a importância do cuidado coletivo com o território.
A iniciativa foi promovida pela Nexa e pela Prefeitura de Aripuanã, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMAM) e do Departamento de Água e Esgoto (DAE), com parceria técnica da Jurupará Socioambiental e apoio da SEMA-MT, CEHIDRO-MT, Câmara Municipal de Aripuanã e da Comissão Pró-Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Aripuanã.
A prefeita de Aripuanã, Seluir Peixer Reghin, destacou a relevância da ação para o fortalecimento das práticas ambientais no município.
“O Circuito das Águas é uma iniciativa importante para envolver a comunidade em torno da preservação dos nossos recursos naturais. A Trilha das Águas contribui para sensibilizar a população sobre a importância do cuidado com o meio ambiente e com a nossa bacia hidrográfica”, afirmou.
A coordenadora de Gestão Social da Nexa, Thalita Lucena, ressaltou o papel da iniciativa na promoção da conscientização ambiental.
“A realização da Trilha das Águas reforça a importância de aproximar as pessoas do território e estimular práticas mais responsáveis no uso dos recursos naturais. A participação da comunidade é fundamental para o fortalecimento dessas ações”, destacou.
O diretor administrativo da Jurupará Socioambiental, Emerson de Oliveira, enfatizou a importância das atividades práticas para o processo de sensibilização ambiental.
“A vivência em campo é uma ferramenta importante para aproximar as pessoas da realidade ambiental do território. A trilha, aliada à coleta de resíduos, contribui para fortalecer a consciência sobre a necessidade de preservação do nosso principal recurso naturail”, pontuou.
A III Trilha das Águas marca o início das atividades do IV Circuito das Águas do Aripuanã, que segue ao longo da semana com outras ações voltadas à educação ambiental e à gestão sustentável dos recursos hídricos no município.
Quando falamos em danos ambientais, não estamos tratando apenas de árvores derrubadas ou rios poluídos. Os impactos da degradação vão muito além da perda da biodiversidade: eles afetam diretamente a vida de milhões de pessoas, a economia global e o equilíbrio climático do planeta.
A mitigação dos danos — ou seja, tentar reduzir as consequências negativas depois que o problema já aconteceu — não é mais suficiente. O desafio atual é prevenir e transformar a forma como produzimos, consumimos e nos relacionamos com a natureza, de modo que desenvolvimento econômico e preservação caminhem juntos.
De acordo com a ONU (Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas – IPCC, 2023), a Amazônia é um dos pontos de inflexão do sistema climático mundial. Se o desmatamento continuar avançando, a floresta corre risco de atingir um ponto de não retorno, transformando-se em savana degradada. O IBGE também alerta que a região responde por cerca de 12% da água doce superficial do planeta, além de ser responsável por absorver bilhões de toneladas de carbono.
O Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro, foi instituído pela Lei nº 11.621/2007. A data convida a sociedade a refletir sobre a necessidade de proteger este patrimônio natural, social e cultural, que é vital não apenas para o Brasil, mas para o mundo inteiro.
A Amazônia Legal ocupa cerca de 5 milhões de km², equivalente a quase 60% do território brasileiro (IBGE, 2022). Nela está a maior floresta tropical do mundo, responsável por:
Esses grupos, com seus saberes ancestrais, são verdadeiros guardiões da floresta, transmitindo práticas sustentáveis de manejo de geração em geração.
Mesmo diante de sua importância, a Amazônia ainda sofre fortes pressões. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostram que em 2023 foram desmatados 5.152 km² de floresta, número que, apesar de menor do que em anos anteriores, ainda representa uma ameaça significativa.
Além disso, segundo a Lista Vermelha da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza), cerca de 30% das espécies amazônicas já estão em algum grau de ameaça.
Esses números reforçam a necessidade de medidas urgentes para proteger não apenas a biodiversidade, mas também os povos que dependem da floresta para viver.
Nos últimos anos, têm surgido iniciativas importantes em nível nacional e internacional. Em 2023, representantes de países amazônicos e lideranças indígenas firmaram a Declaração de Bogotá, que estabeleceu compromissos como:
Esses avanços mostram que é possível construir um modelo de governança que reconheça o protagonismo dos povos tradicionais e promova uma agenda mais colaborativa para o futuro da Amazônia.
É nesse contexto que atua a Jurupará Socioambiental, consultoria sediada em Aripuanã (MT). Nos últimos anos, a atuação tem gerado impactos positivos, como:
A Jurupará atua para:
Garantir que o desenvolvimento econômico não aconteça à custa da floresta ou das pessoas.
A Amazônia não é apenas um bioma. Ela é cultura, história e futuro. Preservá-la significa garantir equilíbrio climático, soberania alimentar e respeito aos direitos humanos.
Neste Dia da Amazônia, a Jurupará Socioambiental reforça seu propósito:
“Ser uma parceira estratégica para quem entende que preservar a floresta é também proteger vidas, culturas e futuros.”
Fontes:
Organizações locais e a Comissão Pró-Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Aripuanã estão nos preparativos para a realização do III Seminário das Águas do Aripuanã, marcado para o dia 27 de março, no plenário da Câmara Municipal de Aripuanã (MT).
O encontro chega à terceira edição e vem se constituindo como um espaço de diálogo regional sobre os desafios da gestão das águas na região noroeste de Mato Grosso. O seminário foi concebido em 2024 pela empresa Jurupará Socioambiental, com apoio de outras empresas do município, estudantes do curso de Geografia, da Prefeitura de Aripuanã e de outras instituições locais.
Desde então, o evento tem reunido representantes do poder público, instituições de ensino e pesquisa, organizações da sociedade civil, setor produtivo e usuários de recursos hídricos para discutir caminhos para a conservação dos rios e o uso sustentável da água na região.
A edição deste ano acontece em um momento importante do processo de mobilização para a criação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Aripuanã (CBHA-MT). O futuro colegiado deverá atuar em uma área que abrange duas unidades de planejamento hídrico — Rio Roosevelt e Rio Aripuanã — envolvendo total ou parcialmente os municípios de Aripuanã, Colniza, Juína, Rondolândia, Juruena, Castanheira e Cotriguaçu.
Durante o seminário serão apresentados os avanços do processo de criação do comitê, além de debates sobre legislação, governança da água e os desafios ambientais que envolvem a bacia hidrográfica.
Segundo Emerson de Oliveira Jesus, presidente da Comissão Pró-Comitê da Bacia do Rio Aripuanã, o seminário é um espaço fundamental para ampliar o diálogo entre diferentes setores da sociedade.
“Como munícipe de Aripuanã e atuando no território há mais de 16 anos, vejo que precisamos ampliar o diálogo com a sociedade civil, movimentos sociais, setor produtivo, instituições de ensino e pesquisa e também com os próprios governos. Somente com essa construção coletiva poderemos deixar um legado de propósito para a gestão e regulação dos recursos hídricos de uma bacia tão extensa e estratégica como a do Rio Aripuanã”, afirma.
O presidente da comissão também destaca que o encontro representa um momento importante de articulação regional.
“O seminário cria um espaço único de diálogo e construção conjunta. Ele também integra uma série de atividades que acontecem no município neste período, dentro da programação do IV Circuito das Águas do Aripuanã, iniciativa que busca fortalecer a cultura de cuidado e valorização dos nossos rios.”
A programação do evento também inclui a premiação de um concurso de desenho e poesia sobre as águas do Aripuanã, envolvendo estudantes da rede de ensino e incentivando reflexões sobre a importância da preservação dos rios.
O III Seminário das Águas do Aripuanã será realizado das 13h às 18h30, com participação aberta ao público.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo formulário online:
https://forms.gle/YSxiQoXubdiJMLJ29
O evento conta com apoio do Departamento de Água e Esgoto de Aripuanã (DAE), da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, da Nexa Resources e da Jurupará Socioambiental, além de instituições e organizações que atuam na região.
Na última quinta-feira (30 de outubro), o Clube da Melhor Idade se transformou em um grande espaço de descobertas, encontros e inspiração. Foi ali que aconteceu a 5ª edição da Feira de Ciências e Educação Ambiental de Aripuanã, um evento que uniu aprendizado, criatividade e consciência ecológica em torno de um mesmo propósito: pensar o futuro a partir das práticas de hoje.
Promovida pela Nexa Resources e Jurupará Socioambiental, em parceria com a Prefeitura de Aripuanã, a feira reuniu estudantes, professores, instituições locais e visitantes em um ambiente vibrante de troca de saberes. Durante todo o dia, das 8h às 17h, o público de 1550 participantes puderam conhecer projetos criativos e inspiradores que mostram como ciência, educação e meio ambiente podem caminhar juntos para transformar realidades.
Com o tema “Mudanças Climáticas”, a feira dialogou diretamente com um dos debates mais urgentes do planeta e que, neste fim de ano, ganha centralidade nas discussões da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP). Assim como nos grandes fóruns internacionais, em Aripuanã também se falou sobre soluções locais para desafios globais — energia limpa, reflorestamento, reciclagem, uso consciente da água, agricultura sustentável e novas formas de viver em harmonia com o meio ambiente.
Entre os trabalhos expostos, destacaram-se iniciativas que unem conhecimento tradicional e ciência moderna: hortas pedagógicas, projetos de reciclagem, experimentos com energia limpa, biogás, manejo de plantas medicinais e reaproveitamento de resíduos. Cada proposta representou um gesto concreto de cuidado com o planeta, uma semente plantada para transformar o cotidiano das escolas e comunidades.
Horta e Jardinagem na Educação Infantil – CEI Albertina Felício dos Santos;
Eu e Minha Turma Descobrindo Habilidades – APAE;
Verde em Ação: Aprendendo Educação Ambiental Brincando – Escola Municipal São José Operário;
Ervas Medicinais – CEI Trilha do Saber;
Plantando Conhecimento e Colhendo Cidadania – Escola Municipal Jari Edgar Zambiasi;
Cantinho da Terapia – Escola Municipal Governador Fragelli;
Criação Sustentável – Escola Municipal São José Operário;
Biogás: Qualidade Ambiental que o Futuro Merece – Escola Municipal Governador Fragelli;
Tecendo Histórias – APAE;
Roça Sustentável – Escola Estadual Indígena Pasapkarééj;
Horta de Plantas Medicinais na Escola – CEI Trilha do Saber;
Brincando Também se Aprende – Escola Municipal Jari Edgar Zambiasi;
Reciclando por um Mundo Sustentável – Escola Estadual Prof. Elídio Murcelli Filho;
Comitê de Educação Ambiental e Viveiro de Mudas – Escola Estadual Prof. Elídio Murcelli Filho;
Fossa Ecológica (TEVAP) – Escola Municipal Deoclides de Macedo;
Ecofuturo – Escola Estadual São Francisco de Assis;
Energia Renovável, Gestão de Energia, Gestão de Fluidos, Máquina do Tempo, Verde Urbano e Pontos de Coleta na Cidade – SENAI.
Durante a Feira de Ciências e Educação Ambiental, tivemos a participação especial de dois grandes parceiros que encantaram o público com experiências únicas de aprendizado e curiosidade: o Museu Itinerante da UFMT de Sinop e o Furgão da Ciência da SECITECI, de Cuiabá.
O Museu Itinerante trouxe uma amostra fascinante da biodiversidade amazônica, com exemplares de animais e plantas típicos da região norte de Mato Grosso. Foi uma verdadeira aula viva sobre a fauna e flora locais, despertando nos visitantes o olhar científico e o respeito pela natureza.
Já o Furgão da Ciência, parte do projeto MT Ciências da SECITECI, levou experimentos interativos, oficinas e demonstrações tecnológicas que transformaram o espaço da feira em um laboratório sobre rodas. Crianças, jovens e adultos puderam mergulhar no mundo da ciência de forma prática e divertida, experimentando conceitos de física, química e tecnologia de um jeito diferente.
A presença dessas iniciativas itinerantes fortaleceu o propósito da feira: aproximar a ciência das pessoas e inspirar novas gerações a explorar, pesquisar e inovar. Foi um verdadeiro encontro entre saberes, onde o conhecimento ganhou vida e movimento.
A feira proporcionou um ambiente de interação, encantamento e aprendizado coletivo, reforçando o compromisso de Aripuanã com a educação ambiental e o desenvolvimento sustentável.
“É uma alegria ver o quanto a nossa cidade tem se destacado quando o assunto é educação e sustentabilidade. Hoje, a Feira de Ciências e Educação Ambiental mostra que Aripuanã tem muito a ensinar ao mundo — não apenas com palavras, mas com atitudes. Ver nossas crianças e jovens pesquisando, criando, plantando e transformando ideias em ações é motivo de muito orgulho. Cada projeto apresentado aqui é uma semente que germina o futuro, um futuro mais consciente, mais solidário e mais comprometido com o cuidado ao meio ambiente. Que essa feira continue inspirando novos sonhos e novas descobertas, porque cuidar do planeta começa exatamente assim: com conhecimento, com educação e com amor pela nossa terra.” afirmou a prefeita Seluir.
“Não é porque a COP não será em Aripuanã que Aripuanã deixará de contribuir com a agenda climática global”, afirmou o gestor da Jurupará Socioambiental, Emerson de Oliveira Jesus. “Neste ano de 2025, toda a nossa agenda de trabalho e as metodologias aplicadas pela equipe na execução das ações de Educação Ambiental, foram construídas com base nos grandes temas que estarão em debate na COP 30, em Belém. Trouxemos para o chão da Amazônia Matogrossense — e, sobretudo, para as novas gerações — instruções claras, experiências práticas e caminhos possíveis para que elas possam se engajar de forma consciente e efetiva nessa discussão mundial sobre o papel de cada um no processo de mitigação das mudanças climáticas.”
A 5ª Feira de Ciências e Educação Ambiental mostrou que, quando o conhecimento caminha junto com o cuidado ao meio ambiente, é possível transformar realidades e inspirar novas gerações.
A aula faz parte do Programa Desfrute Aripuanã, uma iniciativa da Nexa Resources em parceria com a Jurupará Socioambiental, que busca fomentar o turismo sustentável e promover novas oportunidades econômicas e educacionais no município.
Fonte: TOP NEWS
No último sábado, 1º de novembro, alunos do Curso Técnico em Guia de Turismo de Aripuanã participaram de uma aula de campo especial voltada à observação de aves, integrando teoria e prática em uma experiência marcante de aprendizado e contato com a natureza.
A atividade, com duração de três horas, foi realizada nas áreas do Complexo Turístico Salto das Andorinhas e do Recanto Pouso Milagroso (Ari Linhares), no Pescur, e teve como objetivo proporcionar aos estudantes conhecimentos sobre técnicas, comportamentos e práticas do turismo de observação de aves, um segmento que cresce em todo o país e desperta o interesse de ecoturistas e pesquisadores.
A aula faz parte do Programa Desfrute Aripuanã, uma iniciativa da Nexa Resources em parceria com a Jurupará Socioambiental, que busca fomentar o turismo sustentável e promover novas oportunidades econômicas e educacionais no município.
O instrutor da aula de campo, Cleverson Veronese, observador de aves com 13 anos de experiência, guiou os participantes pela trilha e destacou a importância da prática para o desenvolvimento do ecoturismo local.
“O turismo de observação de aves fortalece o ecoturismo, gera oportunidades econômicas para a comunidade e contribui para a conservação ambiental. Além disso, é uma experiência encantadora, que nos permite perceber a vida ao nosso redor por meio das aves”, afirmou Cleverson.
Durante o percurso, os alunos puderam conhecer espécies típicas da região e observar o potencial natural de Aripuanã para o turismo de observação. O município figura entre os 10 principais do Brasil em número de aves registradas e catalogadas, segundo dados do WikiAves, a maior plataforma digital sobre avifauna brasileira.
A representante da Jurupará Socioambiental ressaltou o papel transformador do programa:
“É gratificante ver o encantamento dos alunos e a motivação em continuar aprendendo. O Desfrute Aripuanã tem mostrado o poder de transformação da educação ambiental e do turismo sustentável na vida das pessoas.”
Para os alunos, a experiência foi enriquecedora. A turismóloga e estudante Clarice Mônica Martins Feijó destacou que a aula permitiu colocar em prática o aprendizado teórico. “Cada atividade que o curso e o programa oferecem é uma oportunidade de aplicar o que aprendemos. Foi uma experiência valiosa para aprimorar nossa atuação como futuros guias de turismo”, afirmou.
Já Wendy Aparecida Ferreira Gonçalves descreveu a atividade como uma das mais marcantes do curso: “Foi uma experiência que eu nunca imaginei ter. Pude observar espécies incríveis, aprender sobre o comportamento das aves e o perfil do turista desse segmento. Foi emocionante e inspirador”, contou.
Entre os destaques observados na trilha estiveram o ferreirinho-de-sobrancelha e o chora-chuva-preto, que encantaram o grupo com sua presença.
A Jurupará Socioambiental informou que uma nova aula de campo será agendada para os alunos que não puderam participar desta edição e reforçou que o Programa Desfrute Aripuanã continuará promovendo ações voltadas à educação ambiental e ao fortalecimento do turismo local.
Aripuanã reafirma, assim, seu potencial como destino de ecoturismo e observação de aves, unindo preservação ambiental, capacitação profissional e desenvolvimento sustentável.







Em agosto de 2025, o município de Aripuanã, no norte de Mato Grosso, viveu um momento histórico ao aprovar a sua Política Municipal de Turismo (Lei nº 2.862/2025). Mais do que um avanço legislativo, a medida insere a cidade no cenário das políticas públicas brasileiras, conectando-a à Política Nacional de Turismo (Lei nº 11.771/2008) e aos compromissos internacionais da Agenda 2030 da ONU.
Os números reforçam a relevância do setor: de acordo com o IBGE, o turismo já responde por aproximadamente 3,7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, com grande potencial de expansão. A Organização Mundial do Turismo (OMT/ONU) acrescenta que o turismo de base comunitária é uma das modalidades mais eficazes de gerar renda de forma inclusiva, ao mesmo tempo em que preserva o patrimônio natural e cultural.
Nesse contexto, a aprovação da política em Aripuanã ganha ainda mais significado. Em plena Amazônia, o município é privilegiado por sua diversidade natural e cultural: rios caudalosos, floresta preservada, cachoeiras monumentais e a presença de povos indígenas e comunidades tradicionais. Essa riqueza, antes vivida de maneira dispersa, ganha agora planejamento e governança, transformando-se em base para um projeto de desenvolvimento sustentável e integrado.
O passado de Aripuanã mostra sua relevância para o futuro da Amazônia. No Congresso Nacional, já se discutiu a criação de um Estado do Aripuanã, tendo a cidade como capital. Na década de 1970, o município recebeu a ousada experiência da Cidade Científica de Humboldt, inspirada na Conferência de Estocolmo (1972), que buscava pensar modelos de desenvolvimento sustentável para a floresta.
Esse acúmulo político, social e ambiental ajuda a compreender por que Aripuanã se projeta hoje como protagonista na construção de soluções e alternativas econômicas que conciliam crescimento econômico, valorização cultural e preservação ambiental.
A nova Política Municipal de Turismo de Aripuanã não nasceu em gabinetes, mas foi resultado de um processo democrático e coletivo. Sua elaboração contou com a atuação do Conselho Municipal de Turismo (COMTUR), a mobilização do trade turístico local, a participação ativa da sociedade civil e o apoio técnico da Jurupará Socioambiental. A consultoria foi responsável pela execução do Programa Desfrute Aripuanã, desenvolvido no município como parte das ações socioambientais da Mineradora NEXA RECURSOS MINERAIS, cujo objetivo é fortalecer a governança, identificar e qualificar atividades turísticas e, assim, contribuir para a geração de emprego e renda em Aripuanã.
Durante a sessão de aprovação, o vereador Bartolomeu Sousa Casteliano, que acompanhou de perto a construção da minuta e se destaca como um dos grandes entusiastas do turismo no município, ressaltou: “Esta não é uma lei de gabinete. Ela nasceu das demandas e dos sonhos de quem vive o turismo de Aripuanã na prática. É um projeto coletivo para o nosso futuro.”
A Política Municipal de Turismo de Aripuanã foi concebida a partir de princípios sólidos que se conectam diretamente às recomendações internacionais da ONU e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Entre eles, destacam-se o ODS 8, que busca promover o trabalho decente e o crescimento econômico; o ODS 11, que orienta a construção de cidades e comunidades mais sustentáveis; o ODS 12, voltado para o consumo e a produção responsáveis; e o ODS 15, que enfatiza a importância da preservação da vida terrestre.
Esses compromissos globais foram traduzidos em diretrizes locais que servirão de norte para o ordenamento do turismo no município. A primeira delas é a governança fortalecida, que prevê maior participação da sociedade por meio do Conselho Municipal de Turismo (COMTUR). Essa instância passa a ser espaço central para decisões coletivas, garantindo transparência e representatividade no planejamento do setor.
Outro avanço fundamental é a criação do Fundo Municipal de Turismo (FUMTUR), mecanismo financeiro que assegura recursos específicos para a execução de projetos turísticos. O fundo, com gestão participativa, permitirá que os investimentos sejam direcionados de forma planejada, evitando a descontinuidade das políticas públicas e garantindo maior segurança para os empreendedores locais.
A lei também institui o Plano Diretor de Turismo, documento estratégico que estabelecerá metas de médio e longo prazo. Esse instrumento dará previsibilidade aos investimentos e orientará ações do poder público e da iniciativa privada, criando um ambiente mais seguro para quem deseja empreender no setor.
Outro pilar essencial é o fomento à identidade local, valorizando o turismo comunitário, indígena, cultural e ecológico. Essa diretriz reconhece que Aripuanã possui patrimônio imaterial e sociocultural singular, e que o fortalecimento dessas identidades é parte fundamental do diferencial competitivo do destino turístico.
Por fim, a política prevê ações voltadas à capacitação e ao empreendedorismo, com foco na qualificação da mão de obra local e no incentivo à criação de negócios sustentáveis. Essa medida busca preparar a população para ocupar espaços estratégicos na cadeia do turismo, promovendo inclusão social e geração de renda.
A contribuição da Jurupará Socioambiental
A história da Política Municipal de Turismo de Aripuanã também é a história das pessoas que acreditaram no potencial transformador do turismo para a região. Nesse processo, a Jurupará Socioambiental esteve presente como parceira e apoiadora, colocando à disposição não apenas conhecimento técnico, mas também a sensibilidade adquirida ao longo de anos de caminhada junto a comunidades indígenas, agricultores familiares e populações tradicionais da Amazônia.
Mais do que elaborar documentos ou propor metodologias, a Jurupará ajudou a ouvir, a traduzir sonhos em diretrizes e a transformar a voz da comunidade em política pública. Sua contribuição esteve no cuidado com os detalhes, no respeito à diversidade cultural e no compromisso de que cada passo fosse dado de forma coletiva e participativa.
Especializada em sustentabilidade e ecoeficiência, a empresa carrega em sua essência a missão de construir pontes entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental. Essa missão se revelou de forma clara em Aripuanã, onde a política não foi pensada apenas como um instrumento legal, mas como uma oportunidade de afirmar a identidade local e abrir caminhos para um futuro mais justo e sustentável.
“Nosso compromisso sempre foi construir pontes entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental. Participar desse processo em Aripuanã é motivo de orgulho, pois reforça nossa missão de apoiar políticas públicas que respeitam a natureza e as pessoas”, afirma Emerson de Oliveira Jesus, Diretor Administrativo da Jurupará Socioambiental.
A experiência em Aripuanã reafirma o que a Jurupará acredita desde sua fundação: a Amazônia precisa de soluções feitas a partir dela mesma, que valorizem suas comunidades e respeitem sua natureza. Foi com esse olhar, técnico e humano ao mesmo tempo, que a empresa contribuiu para a construção de uma política que agora se torna referência para toda a região.
Impactos para o futuro de Aripuanã
A aprovação da Política Municipal de Turismo abre um horizonte promissor para Aripuanã. Com a lei em vigor, o município tem condições de se consolidar como um dos principais destinos de turismo sustentável da Amazônia, atraindo visitantes que buscam experiências autênticas, respeitosas e profundamente conectadas à natureza.
Os impactos vão além do aspecto econômico. A expectativa é que o turismo se torne também um espaço de fortalecimento da identidade cultural, de valorização das comunidades locais e de criação de novas oportunidades de emprego e renda. Essa transformação não acontece apenas no mercado, mas no modo como o município se reconhece e se projeta para o mundo: uma cidade amazônica que respeita suas raízes e, ao mesmo tempo, dialoga com agendas globais.
Nesse sentido, a aprovação da política tem um valor simbólico especial. Em 2025, o Brasil sediará a COP30, em Belém do Pará, e exemplos como o de Aripuanã demonstram que os municípios amazônicos não estão apenas acompanhando a pauta da sustentabilidade — estão assumindo protagonismo, mostrando que o desenvolvimento local pode caminhar junto com a conservação ambiental e a inclusão social.
Desafios e próximos passos
Apesar dos avanços, a jornada está apenas começando. O grande desafio agora é a implementação efetiva da lei. Para isso, será necessário colocar em prática instrumentos como o Plano Municipal de Turismo e o Fundo Municipal de Turismo (FUMTUR), que garantirão organização, recursos e continuidade às ações planejadas.
Esse processo dependerá da capacidade de articulação entre Prefeitura, COMTUR, sociedade civil, comunidades locais e investidores privados, em um esforço conjunto que una vontade política, participação popular e inovação.
Como ressalta Emerson de Oliveira Jesus, Diretor Executivo da Jurupará Socioambiental: “A aprovação é apenas o início. O verdadeiro desafio é transformar esse marco legal em práticas reais que beneficiem a população e preservem nosso patrimônio natural.”
Conclusão
Mais do que uma lei, a Política Municipal de Turismo de Aripuanã é um compromisso coletivo com o futuro. Um futuro em que desenvolvimento econômico, preservação ambiental e valorização cultural caminham lado a lado, mostrando que é possível pensar a Amazônia a partir de soluções sustentáveis construídas por e para quem vive nela.
Aripuanã, assim, dá um passo firme para se consolidar como referência de turismo sustentável na Amazônia, inspirando outros municípios brasileiros a seguirem o mesmo caminho. Ao transformar sua riqueza natural e cultural em políticas públicas participativas, a cidade reafirma sua vocação de ser exemplo de que o local pode, sim, dialogar com o global e liderar pela sustentabilidade.
“Quando a comunidade constrói junto, o turismo deixa de ser apenas visita — e passa a ser transformação.”
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